Impasse sobre índice adia votação na Câmara do reajuste dos servidores da Educação



Um pedido de vistas encaminhado pelo vereador Carlos Hermes (PCdoB) e apoiado pela maioria do Plenário, adiou para a sessão desta quinta-feira (25) a votação da proposta de reajuste de 6.29% para os salários dos servidores da Educação. O impasse gerado entre as lideranças governistas e o chamado Grupo dos Nove (G9) interrompeu a tramitação da matéria depois de quase uma hora de debates.
Reunião do Grupo dos 9 para decidir sobre a votação

Servidores da Secretaria de Educação, a maioria professores, lotaram as galerias para pressionar os vereadores a votarem contra o reajuste. A categoria reivindica o índice do piso nacional, de 7.64%.

Tramitação

A proposta de reajuste do Executivo, com pedido de regime de urgência urgentíssima, foi encaminhada a três comissões técnicas na sessão de terça, 23. Integrantes das comissões de Constituição, Justiça e Redação, Orçamento e Contabilidade e Educação se reuniram no mesmo dia e chegaram a consultar técnicos da Prefeitura. O G9, em reunião com dirigentes do Sindicato dos Professores, tentava até a última hora prolongar as conversações com os representantes do prefeito Assis Ramos para tentar chegar ao patamar reivindicado pela categoria.
Secretario de Governo conversando com vereadora Telam da Voz antes da votação

Votação

A matéria entrou na pauta desta quarta e a intenção da Mesa Diretora e dos governistas era de que pudesse ser votada rapidamente na sessão, já que não havia acordo de lideranças.

Logo na abertura dos debates, o vereador Adhemar Freitas Júnior (PSC), líder do G9, pediu que os integrantes do bloco se retirassem do Plenário para acordar o encaminhamento do voto conjunto.

Houve intenso debate no Plenário. O líder do Governo, Hamilton Miranda, solicitou à Mesa que colocasse a matéria em votação e pediu a presença do G9 em Plenário. João Silva (PRB) argumentou que a matéria deveria ser votada, pois tramitava em regime de urgência urgentíssima.

Diante do impasse e após forte intervenção do presidente José Carlos Soares, o vereador Carlos Hermes protocolou requerimento na secretaria da casa pedindo vistas do projeto por 24 horas. Depois de novos debates e tentativas de obstrução, a Mesa colocou o requerimento em votação e os governistas foram derrotados por 13 a 8.


Votação final

O projeto deve ser votado definitivamente nesta quinta, seguindo acordo das lideranças. Membros da Comissão de Educação e o G9 adiantaram que irão esgotar todas as possibilidades de negociação para tentar convencer a Prefeitura e o Sindicato dos Professores chegarem a um acordo.

Três secretários municipais (Fazenda e Gestão Orçamentária, Administração e Governo) acompanharam a votação nesta quarta. Um deles informou que a Prefeitura deve manter o índice de 6.29%.


O vereador Alberto Sousa (PDT) disse que o Município já enfrenta déficit de R$ 400 mil na folha de pagamento do funcionalismo. Segundo o presidente José Carlos Soares, a Prefeitura pode enfrentar problemas para pagar os servidores municipais a partir de setembro ou outubro, mas que o governador Flávio Dino, na recente visita a Imperatriz, teria garantido ao prefeito Assis Ramos que o estado pode socorrer financeiramente caso a situação chegue a esse ponto.

VÍDEO DA VOTAÇÃO DO PEDIDO DE VISTA, NESTA QUINTA FEIRA ACONTECE A VOTAÇÃO FINAL.