Redução da dívida de Imperatriz com União vai gerar poupança anual de R$ 2,1 mi

Legenda: A renegociação gerou uma economia anual de R$ 2.124.000,00, o suficiente para a atual gestão ir abatendo as contas herdadas quando assumiu

Negócio foi fechado, ontem, com o Banco do Brasil

A prestação mensal, que era de R$ 251.000,00, cai para R$ 74.000,00, gerando uma economia anual de R$ 2.124.000,00, o suficiente para a atual gestão ir abatendo as contas herdadas quando assumiu, sendo que as principais delas são as das clínicas especializadas, como as de hemodiálise; as dos aluguéis das escolas conveniadas, e dos salários e vales-alimentação que ficaram pendentes em até meio ano.

Ontem, no final da tarde, o prefeito Assis Ramos, assessorado pelo seu secretário da Administração, José Antonio Silva Pereira; secretário da Fazenda, José de Ribamar Oliveira, e pelo Procurador Geral, Rodrigo do Carmo, se reuniu com o gerente geral do Banco do Brasil, Edinardo Filgueiras, e com o gerente de relacionamento BB, Murilo Egídio Melo. Do encontro saiu o resultado da dívida renegociada, que reduziu o principal de R$ 22.834.852,92 para R$ 8.827.456,00.

A dívida vem de empréstimos antigos da Prefeitura de Imperatriz, como os do Projeto Cura, das décadas de 1970 e 1980, da época do então prefeito Carlos Gomes de Amorim. Essa conta, originariamente junto à Caixa Econômica Federal, migrou para o Banco do Brasil. Ela era corrigida ano a ano pelo IGP-DI mais 9% de juros anuais, mas com a Lei Complementar 148/2014, a correção passou a ser pela Taxa Selic mais 4% ao ano, reduzindo em mais de 50% o seu crescimento anual.

Essa renegociação feita agora poderia ter acontecido bem antes, tão logo a Lei Complementar 148/2014 foi promulgada. Sacramentada agora, as reduções “perdidas” pela gestão passada foram compensadas com uma diminuição maior do principal e, consequentemente, das prestações mensais que são abatidas automaticamente pelo BB quando do repasse do Fundo de Participação dos Municípios, FPM.

O prefeito Assis Ramos disse que a possibilidade de continuar pagando “contas velhas”, que são as que atravessaram de uma administração para outra, e que foram ou estão sendo negociadas, sem comprometer as contas atuais, já é um grande alívio.

“Regularizamos os salários, repondo as perdas inflacionárias; demos aumentos de até 166% no vale refeição; estamos repondo esses vales, que estavam atrasados em até meio ano; estamos quitando os terços de férias que vinham se acumulando há anos; pagamos metade do décimo terceiro salário de 2017 na primeira quinzena do mês de junho, e ainda estamos pagando dentro do mês trabalhado folha dos servidores. O Brasil está em crise e as receitas públicas todas contingenciadas, mas a nossa austeridade nos permite honrar as contas e dar tranquilidade ao servidor, e ainda cuidar com capricho da cidade, da Educação, do Serviço Social, da Cultura e da Saúde” – observou.