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» » » » Representantes do setor elétrico culpam a estiagem pela seca do rio Tocantins


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O I Worhshop contou com participação dos deputados, sociedade civil e Defesa Civil

Na manhã desta sexta-feira (10), uma comissão da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão – ALEMA, formada pelos deputados Marco Aurélio Azevedo (PCdoB), Valéria Macedo (PDT) e Adriano Sarney (PV), além do secretário de Estado de Meio Ambiente, Marcelo Coelho, foi recebida na hidrelétrica de Estreito, pelo gerente João Rezek Júnior e pelo prefeito de Estreito, Cícero Neco.

De Imperatriz participavam da comitiva para participar do I Workshop Cheias e Secas do Rio Tocantins, a secretária municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente, Tereza Cristina Marques, o superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil, Francisco das Chagas Silva, os vereadores Carlos Hermes e os eleitos Ditola Pereira e Bebé Taxista, professores da UEMA e IFMA , além de vereadores de Estreito e Carolina.

Na abertura, o gerente do Consórcio Estreito Energia – CESTE, João Rezek Júnior afirmou que o objetivo do Workshop era prestar esclarecimentos à população sobre o funcionamento da hidrelétrica de Estreito, bem como os fatores que levaram o rio Tocantins a baixar suas águas no nível mais baixo dos últimos anos. “Para isso, estamos com os nossos técnicos para responder todas as suas indagações”.

O gerente do CESTE falou do relacionamento com os municípios das áreas atingidas à jusante do rio, ressaltando que o Consórcio cumpre com suas obrigações ambientais e sociais, apresentando o quanto paga de compensação ambiental a vários municípios do Maranhão e Tocantins. “Além do mais temos procurado capacitar pessoas, para que elas tenham melhor desempenho em suas atividades”.

Rezek Júnior apresentou um Plano Básico Ambiental, do qual consta a recuperação de 44 nascentes no município de Carolina; a compensação financeira aos estados do Tocantins, na ordem de R$ 252.451,92, Maranhão, R$ 168.214,48 e Goiás, R$ 71.695,99, no período de junho/2011 a outubro/2016. Informou que o viveiro do CESTE possui 2 milhões de mudas nativas, colocando-as à disposição da comunidade.

A palestra que mais chamo atenção dos presentes foi a do representante do Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS), José Vicente Miranda, o qual admitiu a gravidade da seca em toda a região, mas culpou a estiagem pela seca do rio Tocantins e seus afluentes. Surpreendeu ainda mais todas as pessoas, quando mostrando um gráfico disse “se não fosse as hidrelétricas o rio Tocantins estava mais seco ainda”.

O deputado Marco Aurélio Azevedo disse que a comissão da ALEMA foi formada com o objetivo de contribuir no debate e resolução no problema que ora afeta o rio Tocantins. “Nós não podemos ficar de braços cruzados esperando a chuva cair dos céus”. O deputado Adriano Sarney, disse que tudo fará para colaborar com a população tocantina, no que diz respeito a essa luta e disse que pediria apoio do Ministério do Meio Ambiente.

Nascida em Porto Franco, a cidade mais atingida pela seca do rio, a deputada Valéria Macedo afirmou que nunca a população viu algo igual. Lamentou que pessoas estão sendo prejudicadas, mas principalmente os pescadores e ribeirinhos. A deputada cobrou da direção do Consorcio a construção das eclusas para passagem dos barcos e de uma escada de peixes, para que os cardumes possam ultrapassar a barragem.

No início da tarde, o gerente João Rezek Júnior acompanhou a comissão de deputados e comitiva para uma visita às instalações da hidrelétrica. Na Casa de Força, Rezek Júnior explicou o funcionamento das turbinas, da produção de energia e capacidade energética da usina. A comitiva visitou ainda o Vertedouro, situado no estado do Tocantins, onde pousarem para fotos, encerrando a visita.

Às 17h00, o superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil, Francisco das Chagas Silva, proferiu palestra atendendo convite do CESTE. Ele apresentou aos presentes ao I Workshop, um relatório geral sobre as ações da Defesa Civil, em Imperatriz, dando destaque para a realização do período do veraneio nas praias do Cacau e do Meio, quando interage constantemente com o CESTE para acompanhar as mudanças do rio.

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