Presidente do Imperatriz concede entrevista exclusiva ao Jornal Correio Popular



Por Carloto Jr:

Adauto Carvalho Silva, 54 anos, é natural de Pedreiras, Maranhão, casado, empresário do ramo da construção civil. Aos dois anos deixou Pedreiras com destino a Belém, no Pará, onde residiu até os 17 anos, quando veio para a Região Tocantina, com rápida passagem em Cidelândia, antes de fixar moradia em Imperatriz, onde mora até hoje.

A Editoria de Esporte do Jornal Correio recebeu o presidente da Sociedade Imperatriz de Desportos (SID), Adauto Carvalho para uma entrevista exclusiva para a edição deste domingo (9).

EE – Como surgiu a oportunidade para ser presidente do Cavalo de Aço?

Adauto: Na verdade eu fiquei sabendo através da imprensa que o então presidente (Damião Benício) tinha marcado uma reunião com a imprensa para decidir se continuava ou não à frente do clube. Na primeira reunião ele não tomou a decisão, marcando uma nova data para decidir, que seria 2 de outubro. E aí, nesse meio termo, eu coloquei meu nome a disposição, conversando com alguns nomes da cidade, já inclusive fazendo contatos para a montagem de uma diretoria para, se acontecesse o que de fato aconteceu (renúncia de Damião), a gente ter um certo preparo para assumir o clube como a gente pretende.

EE – Você já atuou na área do futebol como dirigente?

Adauto: Como dirigente não, mas desde adolescente fui peladeiro, centroavante perigoso, mesmo com 1,60 mts (risos), e aqui em Imperatriz joguei em um time por nome de Mixto, joguei no Santa Fé, em seguida me tronei treinador do Santa Fé, onde fui campeão, com decisão no estádio (Frei Epifânio). Enfim, conheci muita gente da época que eu, como Moisés, James, Jáder, Júnior, Figurinha, Fabinho, Lamartine, enfim, toda essa galera da minha época, inclusive, me conhece jogando bola e após o tempo passando, a vista fraquejando, a barriga crescendo e as atividades profissionais começam a tomar nosso tempo. Mas aí a gente continua como torcedor, como um apoiador, continua como uma pessoa que entende que o futebol é inclusivo e que faz parte da vida do brasileiro.

EE – Você já está há 15 dias como presidente do Imperatriz. O que mudou nesses dias?

Adauto: Eu confesso que houve uma mudança muito grande, uma mudança que me deixou muito feliz, porque eu estava vivendo um pouco em uma zona de conforto e agora eu passei a participar de uma situação nova, onde o desafio é muito grande, mas que me fez ter mais gosto pela própria vida e é muito bom, muito legal a gente se sentir útil e se sentir desafiado e acreditar que essa história poderá ser contada no final, com muito sucesso e eu acredito nisso.

EE – Você já esteve na FMF, quando deu entrada na Ata de sua nomeação. Qual foi a sua impressão no primeiro contato com o presidente da Federação?

Adauto: Tive um contato com ele muito bom, a impressão que ficou foi positiva, onde fomos bem recepcionados. Entendo que temos quer ser duros, temos que ter o pulso firme, mas temos que ser parceiros. Temos quer ter um relacionamento harmônico com a Federação, porém defendendo os interesses do nosso clube, enfim, fazendo com que o pingo fique em cima do i.

EE – Sobre o complemento da sua diretoria. O que está faltando para o anúncio dos integrantes das outras pastas?

Adauto: O meu estilo de trabalho é fazer as coisas com segurança, com os pés no chão. Então, enquanto não saia a homologação da nossa Ata de posse, nós já estávamos trabalhando sim, mas de forma oficiosa. A partir de agora, onde o nosso vice-presidente (Rodrigo Oliveira) está em São Luís, onde participou da reunião na Federação onde foi discutido o Regulamento do Campeonato, e já traz em mãos a homologação da Ata da nossa posse, então, a partir de agora, de fato e de direito, a gente pode defender os interesses do Cavalo de Aço com toda segurança, inclusive estar comprometendo outras pessoas que farão parte da nossa diretoria, que são nossos parceiros nesse projeto.

EE – Esses dias que você assumiu a presidência, muitas notícias saíram sobre a contratação do responsável pelo futebol. Foi até citado o nome do Dadá, ex-dirigente do Moto. O que existe de verdade sobre a montagem da comissão técnica?

Adauto: Nós conversamos com muitos profissionais nesse período, mas como disse na resposta anterior, de forma oficiosa, inclusive para obter conhecimentos, para ampliar o leque de informações. Conversamos, inclusive, com o Dadá, sim, conversei com o Vinícius Saldanha, conversei com outros treinadores também, conversei com vários jogadores, inclusive com jogadores que atuaram este ano aqui. Estou tendo contato com Rodrigo Ramos, conversei com o Róbson Simplício, com o Raylan. Eu tenho conversado com muitos jogadores. Com relação ao plantel, a expectativa de todo o imperatrizense, não só do torcedor, é que façamos um trabalho diferençado, até porque, um trabalho que é feito empresarial, ele é realmente diferenciado. Então, não tenha dúvida, nós faremos um time para trabalhar de forma profissional. Só aproveitando a oportunidade, quero informar que no dia 17 estamos indo a Chapecó, onde estamos sendo esperados pela pessoa que criou o projeto vencedor da Chapecoense, com contatos feitos através de trocas de e-mails. Sempre fizeram comparações da nossa cidade com a cidade de Chapecó, com os dois times, só que nunca ninguém foi lá e agora nós vamos conhecer o projeto de fato e procurar aplicar esse projeto no nosso Cavalo de Aço.

EE – Sobre técnico. Vai depender da contratação do diretor de futebol ou você já pode adiantar se será alguém do Maranhão ou de fora?

Adauto: Nós temos vários nomes, inclusive do Maranhão, mas o que nós estamos defendo é o diferente. Não estou dizendo que alguma das pessoas que já passaram por aqui não tenha essa competência, mas como pensamos em fazer uma administração diferenciada, isso passa pelo nome do técnico. Mas nós estamos querendo fazer com competência e com seriedade.

EE – Sobre o campeonato do próximo ano, que seu vice participou da reunião. Qual a impressão do presidente do Imperatriz sobre a nova fórmula de disputa do estadual de 2018?

Adauto: Na verdade nós temos que fazer um time competitivo. Eu já disse isso em outras entrevistas. Um time para ele sobrar em campo, embora a gente entenda das dificuldades do momento, do próprio futebol, enfim. Mas a opção para a gente driblar essas situações e termos um resultado satisfatório é fazer um time focado, um time competitivo, visando obter resultados positivos a partir do primeiro jogo. Eu costumo dizer, até mesmo no meio empresarial, que o campeão a gente conhece no final, mas os pontos são fundamentais a partir do primeiro jogo.

EE – Com o campeonato começando no dia 17 de janeiro, quando o Imperatriz pretende iniciar a temporada?

Adauto: Nós estamos querendo começar a intensificar essa parte de contratação a partir de novembro. Durante todo esse mês de outubro, nós iremos realizar um trabalho interno. sobre definição de nomes, contatos definitivos para as contratações serem concretizadas a partir de novembro, porque a nossa pretensão, no máximo, é apresentar o elenco e começar os treinos a partir do primeiro dia útil de dezembro. Nós teremos quer ter, pelo menos, 45 dias de preparação para o campeonato, já que não podemos esquecer as datas de Natal e Ano Novo, período que de certa forma, temos que abrir um parêntese.

EE – Uma pergunta que muitos não gostam de tratar. O que leva um empresário bem sucedido a assumir um clube, o qual sabemos que os problemas são muitos. É interesse político, já que o Cavalo de Aço é visto como uma vitrine, também para o presidente?

Adauto: Além do enorme desafio, que isso realmente me motiva, eu tenho uma história para contar com bases em desafios. Eu costumo dizer que eu não servia para trabalhar com algo ilícito, porque eu tenho orgulho de contar história e com algo ilícito eu não poderia contar. Isso me envergonharia e nem teria prazer em viver. Com relação aos reflexos que o trabalho pode proporcionar, eu também sou muito consciente. Só que isso vai ser baseado muito no trabalho que vamos fazer. É natural que se a gente faz uma coisa bem feita, ela é passiva de receber elogios e quando se faz mal feita é passiva de críticas. Então, eu não vou administrar o Cavalo de Aço visando um reflexo premeditado. Mas o reflexo que vier que seja bem vindo e espero que ele seja positivo. E outro motivo é o fato de amarmos nossa cidade e poder retribuir um pouco do que ela fez por nós, abrindo as portas, nos recebendo tão bem, proporcionando a possibilidade de crescimento profissional e familiar. Então me sinto no dever de procurar retribuir um pouco disso tudo e através do Cavalo de Aço eu quero fazer isso.

EE – Diante das renúncias ocorridas com os últimos presidentes, qual a sua ideia em termo de mandato no Imperatriz. Pode concorrer a eleição?

Adauto: Este é outro desafio da minha vida. Se não me engano, os últimos quatro presidentes renunciaram. Eu tenho um ano de mandato tampão e como disse, o nosso projeto é de curto, médio e longo prazo. Um ano é muito pouco. Então eu quero fazer uma boa administração para poder concorrer nas eleições do próximo ano e ter um tempo necessário para colocar todo o nosso projeto em prática.

EE – Para finalizar nossa entrevista, qual o recado que o presidente deixa para a imensa torcida do Cavalo de Aço?

Adauto: Eu gostaria de contar com o apoio, com a colaboração, não só de todos os torcedores, mas de toda a população de Imperatriz. Que se envolvesse nesse projeto de forma de fazer ele ser um projeto vitorioso, um projeto campeão, porque esse time não é meu. Esse time é nosso, esse time é patrimônio de Imperatriz, esse time é uma agremiação que proporciona uma alegria por atacado, para todos os imperatrizenses. Então, eu gostaria de pedir, em primeiro lugar, que nos empenhemos, todos juntos, porque esse projeto ele tende a ser um projeto vitorioso, mas eu preciso da participação de todos juntos conosco.